Foz do Iguaçu


Essa é pra quem gosta de programas com muita natureza, caminhadas e turistas.
Foz do Iguaçu é uma cidade turística, sem nada de especial. Se parece com uma cidade do interior qualquer, com a diferença que em cada esquina tem um turista de um país diferente.
Do centro da cidade, você pode pegar um ônibus para o Paraguai (se quiser fazer compras daqueles famosos produtos cheios de qualidade), para a Hidrelétrica de Itaipu ou para a Argentina (sim, a cidade fica na fronteira entre os três países) mas a verdadeira atração, as cataratas, são um passeio longo.
Existem dois hotéis dentro do parque das Cataratas mas só recomendo esta opção se você tiver dinheiro sobrando pra gastar. Se optar por ficar num hotel na cidade, pode ir de ônibus para o parque das Cataratas (o lado brasileiro) ou pagar uma van para te levar até o lado argentino do parque.
Estive em Foz em março. Me hospedei numa pousada no centro da cidade, com diária modesta de R$ 30,00 e café incluído.
No caminho do aeroporto, o taxista tentou nos vender os passeios para as cataratas. Tivemos o bom-senso de não fechar com ele na hora e acabamos fazendo os passeios com o pessoal do próprio hotel, por um preço bem mais em conta.
Reserve um dia todo, um bom par de tênis e bastante fôlego pra passear do lado argentino. São muitas trilhas e escadas e, se estiver calor, você ainda pode fazer um passeio de barco até uma das quedas - literalmente embaixo dela. Você sai totalmente molhado e feliz. A vista é divina, indescritível. Se puder, faça o passeio acompanhado de guia. Esse pessoal já sabe o "roteiro" do lugar e vai te ajudar a economizar tempo. Fiz o passeio todo com guia e não me arrependo. Subi tudo o que foi escada e parei em tudo o que foi paisagem maravilhosa (mais de 200 fotos, no final). Bom lembrar que, pra passar a fronteira, você precisa levar seu passaporte ou RG original. Eles não aceitam carteira brasileira de motorista como documento.
No meu segundo dia na cidade, fui visitar o lado brasileiro das Cataratas. Não se iluda com os comentários de "o lado argentino é mais bonito" e outros blablablas que você vai ouvir de conhecidos. Os dois passeios se completam. Do lado argentino, o passeio é mais perto das quedas. Do lado brasileiro, a vista é totalmente panorâmica, lindíssima. O parque brasileiro também é muito mais profissionalizado, com placas sinalizadoras e guias espalhados por todo lugar. Do nosso lado, há também passeios de rafting, caminhada e bicicleta e o rapel, que nós fizemos.
Voltamos pra cidade de ônibus - mais ou menos 30 min até o centro. Antes de voltarmos pra São Paulo, tivemos tempo de ir visitar Itaipu. Outro passeio que pode ser feito de ônibus - mais ou menos 20 min do centro da cidade até a represa. Lá dentro, você pode contratar um tour normal ou especializado pelo complexo. Os guias são ótimos e a obra é realmente gigantesca, ótimo programa pra engenheiros (como o meu marido) ou pra curiosos em conhecer aquela que por muitos anos foi a maior hidrelétrica do mundo.
Importante dizer que Foz não é uma cidade perigosa. Além disso, se você está planejando comer fora, saiba que a comida típica da cidade é churrasco. E tenho certeza que você já foi em outras churrascarias na sua cidade - talvez até melhores e mais baratas. A vida noturna também é bem restrita, bem como a de uma cidade do interior. Mas a beleza das atrações faz tudo ser mais bacana do que o normal :)


Texto e foto enviado por Ana Carolina Francisco

Caverna Ouro Grosso



O acesso a caverna, é feito através do centrinho do Petar, por uma trilha curta e fácil. Porém a caverna é nível difícil, com passagens bem estreitas. Alguns lugares é preciso prender uma corda e escalar. Até chegar ao lugar onde a água corre a sensação de falta de ar é muito forte, não recomendo pra quem tem claustrofobia.
Para quem gosta de aventura e tem um bom preparo físico existe uma longa caminhada por dentro das cavernas, com lagos e cachoeiras em alguns pontos (de água geladíssima).
Impressão pessoal: descobri que não me dou bem em lugares fechados e sem ar, então decidi voltar após meia hora de caminhada, estava me sentindo muito mal. :S

Noite: Existe uma única balada no Petar – Takeupa Café, para onde as pessoas que estão de passeio ou as que moram na proximidade vão a noite.
No feriado que estive lá não abriu, então não tenho mais detalhes nem como opinar sobre ela.


Boiacross - Nível II


No Rio Betari existe dois níveis para pra pratica de boiacross. O primeiro é super tranqüilo, como já descrevi abaixo. Como achamos o primeiro muito fácil, no dia seguinte resolvemos que íamos enfrentar o nível II. Foi a pior idéia que eu já tive, pois tenho como “lembranças” hematomas até hoje.
O nível II começa no meio do rio, no final do percurso do primeiro nível. O caminhão de agencia de turismo deixa as pessoas no início do trajeto.
A diferença de um pro outro é que, no segundo nível a correnteza é bem mais forte, com isso a velocidade é bem maior. Além disto, existem pequenas cachoeiras ao longo do percurso, que quando você passa parece que esta dentro de uma maquina de lavar roupa, tamanho é a quantidade e velocidade da água.
Essas quedas d’água são de difícil travessia, pois é praticamente impossível passar por elas sem cais da bóia. E quando você cai, vai ralando o corpo no fundo do rio, até que consiga chegar até alguma borda, mas nisso já bateu em tudo quanto é pedra no caminho, já que a força da correnteza não deixa você parar.
Eu tive uma péssima experiência, uma vez que caí da bóia numa parte do percurso, afundei na água, bati a cabeça no fundo em uma pedra e meu capacete virou para trás, me sufocando, se não conseguisse soltar o fecho a tempo teria sufocado. Foi trágico!

Petar - Rapel


Fora do Parque em uma propriedade particular encontra-se a cachoeira da Araponga.

O acesso a ela é feito através de uma trilha de aproximadamente 1 km partindo da estrada principal, 20 minutos de caminhada, com nível de dificuldade moderado.

A cachoeira é a mais alta do Petar, medindo 50m de altura, ótima para a prática de rapel e cascading.

Fizemos o cascading descendo os 50m, em que a corda no meio do trajeto passava por baixo da cachoeira. A vista de cima é maravilhosa e a descida emocionante, não dá para descer só uma vez, apesar da subida até o topo ser um pouco sofrida. O frio na barriga na hora da descida é inevitável, mas a sensação de liberdade ao descer é indiscritível.

Lembre da importancia de estar acompanhada(o) por um guia local experiente e de ter todos os equipamentos de segurança, isso garantirá um passeio divertido e seguro.

Petar - Não perca



É impossível ir até o Petar e não provar o Pastel e Pinga com Mel e gengibre no Bar Zeni.


Um típico boteco, mas é uma delícia depois das longas caminhadas dar uma paradinha pra comer e jogar conversa fora.




Petar - Boiacross



O Rio Betari atravessa o Petar, e nele é possível praticar boiacross em nível I e II.


Quando o rio está cheio, com grande volume de água, é uma boa época para se praticar, pois evita batidas nas pedras do fundo do rio.


Você aluga as boias (de caminhão, amarradas, diga-se de passagem) em qualquer agência de ecoturismo no centrinho. O entrada para o nível I é ali mesmo, pertinho do centro. O percurso dura aproximadamente 1 hora, e é sempre bom estar acompanhada do seu guia, para saber por onde passar e qual a hora de sair.


No final do trajeto um caminhão da agência busca as pessoas num ponto combinado na estrada e leva de volta as pousadas.


Petar - Caverna Santana


A Caverna Santana fica logo na entrada do parque, e talvez seja a mais fácil e urbana de todas.

Primeiro porque o acesso é fácil, segundo porque dentro dela há uma infraestrurura com corrimãos, pontes e escadas para passar de um lugar ao outro, que ajudam muito no deslocamento.

Sua extensão é longa, mas o trecho aberto a visitação é curto. Dentro há coisas interressantes, como a rocha que parece uma cabeça de um cavalo e uma gruta que olhando ao fundo parece ter a imagem de cristo desenhada na pedra.

Indicada para crianças e idosos que querem ter seu primeiro contato com uma caverna.