Cuba - Havana Parte II

Nosso segundo dia em Havana tínhamos um City Tour para fazer. Nove horas no lobby do hotel e embarcamos em um ônibus desses fechados de viagem com um guia que falava inglês e espanhol. O ônibus ia rodando por Havana e o guia explicando a história dos lugares. Em alguns pontos o ônibus parava e descíamos para fazer a visitação.


Nossa primeira parada foi na Praça da Revolução, uma praça cercada de prédios públicos e palco de memoráveis discursos de Fidel Castro e muitos acontecimentos políticos. Na praça se encontra o memorial a José Martí (herói nacional), com 109 metros de altura, um dos pontos mais altos de Havana. Na frente do Mistério do Interior existe uma enorme escultura de bronze com o rosto de Che e a frase "Hasta la Victoria Siempre" e no prédio ao lado, no mesmo estilo, uma escultura de Camilo Cienfuegos, com a frase "Vas bien Fidel".


Depois rumamos para o centro de Havana para uma parada de compras em uma loja onde se vendia charuto e rum. Apesar de a variedade ser maior, os preços também eram bem acima do que as cooperativas caseiras vendem.


De lá fomos para o Capitólio, a sede do governo de Cuba após a Revolução Cubana em 1959, e atualmente é a sede da Academia Cubana de Ciências. Infelizmente não pudemos entrar, pois estava fechado para reformas.


No Centro Histórico de Havana – Habana Vieja, descemos e fomos caminhando para poder apreciar melhor as construções. Nesta parte da cidade, declarada Patrimônio Histórico pela UNESCO, encontram museus, igrejas, atrações e restaurantes. Em minha opinião é a parte mais charmosa da cidade.


Fomos a Plaza de La Catedral, visitamos a Igreja, e como estava próximo fomos até a La Bodeguita Del Médio provar o famoso Mojito. Famoso pela bebida, comida e frequentadores famosos, é um ponto obrigatório para se conhecer. A decoração é toda feita de objetos e assinaturas de clientes, famosos ou não. Encontramos até uma foto do ex-presidente Lula.


O tur acabava com um almoço em um restaurante, mas como ainda não estávamos com fome fomos visitar o Mercado de Artesanato, um dos únicos locais de compras de Havana. Aproveitem para comprar tudo que for levar daqui, pois não existem outros lugares com tanta variedade e preços acessíveis. Lá é possível encontrar artesanatos locais: artigos em couro, madeira, argila e obras de arte. Procurando bem dá pra trazer uma lembrancinha original a um bom preço

Pegamos um taxi (negocie bem o preço) e voltamos para Havana Vieja, para explorar com mais tempo as ruas. Almoçamos em um hotel próximo a Praça Vieja, onde uma refeição com grelhado de peixe, lagosta e camarão com plátanos e arroz, um mojito, uma bola de sorvete e um café saiu por 15 CUCs.


Próximo a este local, encontramos a Câmera Oscura, um local que você paga 2 CUCs para entrar, sobe por um elevador, chega ao topo do prédio, com uma vista linda. Lá está instalada a Câmera Oscura - O segredo deste artefato antigo é baseado em um fenômeno óptico que utiliza a luz refletida para capturar o que está acontecendo no edifício. A captura é projetada em uma área em branco de uma tela, côncava manipulável, que oferece 360 ​​graus, imagens ao vivo de grande parte de Havana. Um guia especializado explica a história da câmera, assim como um pouco da historia da cidade através das câmeras. Bem interessante, vale a pena ver.


Através da Câmera Oscura descobrimos uma cervejaria, com fabricação própria na Plaza Vieja (cervejaria do mesmo nome), e para dar uma descansada paramos para experimentar o chopp local (2 CUCs a caneca). A cervejaria é bem bonita e bem localizada, com música ao vivo e mesa ao ar livre. Delícia.

Voltamos para nosso hotel com um Coco Taxi (5 CUCs as duas), indo pelo Malecón, com um pôr-do-sol incrível.


A noite, fomos ao Gato Tuerto, um restaurante/balada próximo ao nosso hotel. Para entrar paga-se 5,00 CUCs de couvert artístico, o bar conta com apresentações diversas, como salsa ao vivo. É um lugar agradável, frequentado basicamente por turistas.


Cuba – Havana Parte I

Chegamos a Havana numa sexta-feira por volta do meio dia, mas nosso quarto só seria liberado as 14 hs, como estávamos com muita fome comemos na Cafeteria La Rampa, anexa ao hotel. Os preços são caros em relação ao resto, mas estávamos muito cansadas para ir a qualquer lugar antes de um banho.

Seguindo a recomendação de alguns sites levamos euros para ser trocado por pesos conversíveis (CUC). Na época o cambio era de 1 euro = 1,18 CUCs.
Ficamos no Hotel Habana Libre, construção que faz parte da historia de Havana. Na época da revolução, Fidel ficou hospedado lá e o hotel foi o centro de comando por três meses.
O hotel é bem localizado e uma das construções mais altas de Cuba. Ficamos no 22º andar e a vista para o mar era maravilhosa. As acomodações, apesar de o hotel ser cinco estrelas não eram as melhores. O quarto é espaçoso, a cama confortável, mas o hotel é todo acarpetado, o que atacou minha alergia - parece aqueles hotéis antigos do Rio de Janeiro. Outro problema são os elevadores, apesar de serem  seis,  pelo grande número de quartos, sempre demora para conseguir descer. O café da manhã é farto, mas sempre muito movimentado.
O Hotel fica no bairro de Vedado, um bairro mais turístico, onde está concentrada a maior parte dos hotéis.

Nas proximidades ficam a famosa Sorveteria Coppelia e o Hotel Nacional.  
Saímos para conhecer a vizinhança. Ao lado do nosso hotel, parada obrigatória para tomar um sorvete na Coppelia - a sorveteria ficou famosa por ser cenário do filme Morango e Chocolate. Existe uma parte para turistas (em CUC), que um guarda nos direcionou. Na outra parte uma longa fila de cubanos para comprar o sorvete em pesos cubanos (infinitamente mais barato).
Só tinham três sabores de sorvetes, e o gosto não é nada demais.  Dica: a água aqui é bem mais barata que nos outros lugares.

De lá rumamos para o Malecon, a avenida de frente ao mar e encontramos o Hotel Nacional, construção imponente e muito bela, que se destaca na paisagem de Havana. Entramos para tomar nosso primeiro Mojito (4 CUCs) nos jardins do hotel, de frente ao mar, vendo o pôr-do-sol, uma experiência incrível.  

Andando pelo bairro fomos abordados por um casal com uma criança pequena. Eles puxaram assunto e perguntaram se queríamos conhecer o centro de Havana, onde realmente viviam os cubanos. Inocentemente aceitamos e fomos levadas a Calle Jon de Hamel, uma rua totalmente decorada com arte, que todos os domingos tem rumba, com apresentação de Santeria (religião local parecida com umbanda). Depois disso nos levaram a uma casa de família, onde eram vendidos os famosos charutos cubanos a preços mais baixo que nas lojas. Essas casas  são chamadas de cooperativas – trabalhadores das fábricas de charutos recebem o pagamento em produtos e revendem a preços mais baixos. Eu paguei 50,00 CUCs por uma caixa com 25 Cohibas. Vale a pena pechinchar, tudo em Cuba se negocia, desde taxi, até charutos. Depois nos indicaram um restaurante (eles ganham comissão), mas como estávamos sem dinheiro não almoçamos, porém a intenção deles era almoçar com agente e que agente pagasse. Depois de muito trabalho para se livrar do restaurante eles nos acompanharam até o hotel e a mulher nos pediu uma blusinha como pagamento. Nos sentimos pressionadas, mas acabamos dando por pena, já que lá é muito difícil para eles comprarem essas coisas. Portanto, cuidado, você será abordado a todo momento pelas ruas, e por trás da camaradagem aparente, eles sempre querem levar alguma vantagem e conseguir algum dinheiro.  No regime deles, eles tem uma caderneta de consumo,  onde podem consumir 7 ovos  por mês, um litro de leite por mês, um pão por dia...  Tudo que foge disso não pode ser comprado pela moeda delas, somente com CUC, por isso eles fazem de tudo pra conseguir algum dinheiro com turistas. O salário deles é muito baixo e não dá para o consumo mensal (300 a 600 pesos cubanos ou em média 25 CUCs), por isso todos tem uma outra função além da oficial para sobreviver.

A noite fomos jantar, como sempre fomos abordadas na rua e nos indicaram um restaurante familiar, lá chamado Paladar, onde a pessoa serve na sua casa comida caseira. Deveria ser mais barato que nos restaurantes, mas na prática isso não é verdade, pagamos 20,00 CUCs cada numa refeição com bebida, preço normal de qualquer restaurante. Uma curiosidade é que lá não se encontrada carne de vaca, somente frango, frutos do mar e carne de cerdo.
Lição aprendida, nos outros dias tudo que nos ofereciam nos recusavamos.

Cuba – Havana – Primeiras impressões

Voei para Cuba pela Copa, tinha um pacote para Havana e Varadero, depois iriamos por conta para uma ilha chamada Cayo Largo.

Nossa empresa em Cuba era a Solways e não foi muito fácil acharmos as pessoas do receptivo quando desembarcamos, tivemos que sair perguntando até achar  a van que iríamos embarcar para o hotel.
A primeira impressão que dá ao andar pelas ruas de Havana é que você voltou no tempo e está num filme dos anos 50, com aquelas carros antigos e as construções mal conservadas.

Voando Copa Airlines

Fui para Cuba voando Copa Airlines. Foi a primeira vez que fiz um vôo através dessa companhia, então vou contar minhas impressões.
Meu vôo era Belo Horizonte / Panamá / Havana. Embarcamos no horário marcado, sem atrasos. As poltronas são um pouco apertadas comparadas a outras companhias que já viajei. Não existe TV individual, somente aquelas que ficam no teto do avião, e a minha era bem em cima da minha cabeça, então não consegui assistir. As refeições na ida foram panquecas (doces) e pão francês (que não tem nada a ver com o que comemos aqui, é um pão empanado e doce também). Nossa escala no Panamá foi rápida, e chegamos em Havana no horário previsto.
Na volta, com agente dentro, fizeram uma manutenção no avião (que medo), deram travesseiros e cobertores, e a comida estava bem melhor, os atendentes mais simpáticos, serviram um sanduíche bem gostoso. A escala no Panamá foi longa (4 horas), mas por causa do fuso parecia uma eternidade. O voo foi tranquilo e chegamos na hora no Brasil.
Minha nota: conforto = 5 / pontualidade = 9 / alimentação = 7

Estacionamento Aeroporto de Guarulhos

Para quem mora em São Paulo sabe que o Aeroporto de Guarulhos - Cumbica, não fica muito próximo para quase ninguém. Pagar um taxi até lá custa uma fortuna e achar um amigo disposto a te levar é quase impossível.
Foi por isso que na última viagem que fiz resolvi pesquisar alguns estacionamentos próximos ao aeroporto e seus preços.
Achei um muito bom e com preços acessíveis. Ia viajar durante 12 dias então precisava de um lugar barato.
Segue a dica então: Unipare - www.unipareaeroporto.com.br
Valores: R$ 10,00 dia/vaga descoberta - R$ 14,00 dia vaga coberta. (maio/2012)
Eles tem um serviço de vans leva e traz ao aeroporto 24 horas.
Achei organizado e pontual. Indico!