Cuba - Casa de Família

Nosso último dia em Cuba tinha chegado, desembarcamos no Aeroporto  de Baracoa, seguimos para o Centro Histórico de Havana.


Já era noite quando chegamos na casa da família onde íamos passar a noite.
Em Cuba existe esse tipo de hospedagem, famílias que tem cômodos sobrando em casa, alugam para turistas ao preço de 25 a 30 CUCs a noite para duas pessoas. Essas mesmas pessoas pagam 150,00 CUCs por mês para o governo para poder fazer esse tipo de atividade.

As casas que hospedam turistas tem um símbolo na porta para identificação, mas é bom já ir com reservas no Brasil. Existe alguns sites que podem te ajudar: Renta en CubaCasa Particular Cuba e Havana Guest House. Fizemos nossa reserva na casa do David, ficava nas proximidades do centro histórico. A primeira impressão é horrível, pois a rua e a porta são super mal conservadas, já que é o governo quem deveria cuidar da manutenção, mas não faz.

Ao entrar na casa se tem um susto, o interior nada tem a ver com a fachada, era uma casa grande, com o pé direito bem alto, ricamente decorada. Ficamos num cômodo com dois quartos, com duas camas de casal e um banheiro privativo. O quarto era enorme!

Já na entrada fomos convidadas por um morador para ir a balada, mas como tínhamos que acordar muito cedo, recusamos o convite. Depois fomos recepcionadas por David, o dono da casa, um médico veterinário. Ele nos explicou o funcionamento da casa, nos deu algumas dicas de restaurantes próximos e tirou todas nossas dúvidas sobre a cultura cubana. Apesar de calado, nos recebeu muito bem. Para quem quer viver o dia-a-dia cubano essa é a melhor opção. Além da localização ser ótima, perto do centro histórico, com muitas opções de restaurantes e lazer, e preços mais acessíveis.

Fomos jantar num restaurante no bairro chinês que ficava próximo, por indicação do David. Tivemos alguma dificuldade para achar, pois ele deu o nome espanhol - Viejo Amigo, mas as placas estão todas em chinês - Chi Tack Tong, então fica difícil de achar, o nome em espanhol só estava na parte interna. Tivemos que alugar uma bicicleta/charrete para levar agente até lá, mas valeu a pena, foi o melhor restaurante que comi durante toda a viagem.
Endereço: Dragones, 356 entre Manrinque y San Nicolás - Barrio Chino

Só restava ir dormir, porque no outro dia tínhamos que acordar as 6:00 da manhã para ir ao aeroporto (20,00 CUCs).

FIM.

Cayo Largo – Parte III

No terceiro dia em Cayo Largo, fomos conhecer as praias mais afastadas – Paraíso e Serena. Para chegar até essas praias existe um serviço de transporte nos hotéis, o trenzinho, ele passa em dois horários de manhã e volta em dois horários a tarde.


A primeira praia, Paraíso, tem somente as estruturas de cadeiras e guarda-sol. Não há barracas com alimentação ou bebidas. Geralmente o hotel oferece um pick-nick para você levar a praia e não passar fome, porém o nosso toda vez que íamos sair ainda não estava pronto.

Na segunda praia, a Serena, existe um Delphinario, onde é possível nadar com os golfinhos. Nesse lugar há um bar e restaurante. Na praia também há um quiosque que vende bebidas.

Voltamos ao hotel, almoçamos e já estava na hora de ir pro aeroporto. Neste dia no final da tarde caiu um temporal e ficamos sem saber se o avião decolaria ou não, pois imagina aquele avião de hélice voando no meio da tormenta.

Decolamos e chegamos ao Aeroporto de Baracoa, um micro aeroporto que a esteira é um balcão de cimento. Pegamos um taxi até o centro histórico de Havana por 20,00 CUCs.

Cuba - Cayo Largo II

Marcamos um passei de barco pela ilha (79,00 CUCs)  para este dia, já que as maiores belezas estavam no mar. No hotel mesmo existe um centro de reservas. No passeio está incluso transporte hotel/marina, bebidas e um almoço de lagosta a bordo.


O passeio começa com uma visita a Ilha das Iguanas, uma ilha toda de pedra, com muitas Iguanas de todos os tamanhos, que já estão acostumadas com as visitas, então ficam próximas as pessoas e até fazem pose pra foto.

Depois fazemos um mergulho em alto mar, com snorkel. Como as águas são muito claras, se se vê muitos metros de profundidade, a impressão que dá é de estar nadando em um enorme aquário.  Neste mergulho delicioso vi um tubarão de 2m, uma experiência inesquecível.

Almoçamos a bordo do barco, uma lagosta deliciosa. Ao lado do nosso barco, uma barracuda de um metro esperava pelos restos da comida. Tomamos muita cerveja Bucanero, cuidado com ela, é forte mesmo!

A seguir navegamos mais um pouco e paramos em alguns bancos de areia. Nesses lugares era possível ver arraiais, estrelas do mar e muitas conchas.

Voltamos para a Marina no final da tarde e depois rumamos ao hotel.  Nosso hotel tinha pizzaria, lá comemos e passamos o resto da noite conversando. 
Esse é um dos melhores passeios que fizemos, um dia inteiro em contato com a natureza em seu estado mais puro, revigorante.

Cuba – Cayo Largo I

Saímos de Varadero numa quinta de madrugada, de taxi até o aeroporto (30 CUCs), com destino a Cayo Largo, uma ilha a meia hora de voo de Varadero. Neste ponto da viagem não tínhamos mais pacote, estávamos por nossa conta. Reservamos aqui do Brasil pelo site um voo pela Aerogaviota, uma companhia que faz voos locais. Nosso voo sairia as 8:00 hs da manhã, mas quando chegamos no aeroporto as 6:50 hs tivemos uma surpresa: nosso voo já tinha partido! Tivemos a sorte de pegar uma excursão que iria para lá também e que tinha dois lugares vagos no voo, da Aerocaribbean. Pagamos o mesmo preço, na mão do comandante (tipo ônibus)  e conseguimos embarcar, mas foi um sufoco e um desespero. Nunca tinha visto um voo sair mais de uma hora mais cedo do que o previsto, então um dia antes confirme o horário do voo.

Nosso avião era um teco-teco, com capacidade para umas 15 pessoas, nunca tinha voado em um avião tão pequeno, mas o voo foi tranquilo e em meia hora chegamos a Cayo Largo, com uma vista espetacular do avião.

Chegando lá mais uma surpresa, não tinha taxis no aeroporto, e vendo nossa cara de perdidas, embarcaram agente junto à excursão em um ônibus que deixaria as pessoas nos seus hotéis. Pagamos 5 CUCs para o motorista pela duas pessoas e ele nos deixou no Sol Pelícano, nosso hotel.

Nosso hotel era all-inclusive, como todos na ilha. Pelo horário que chegamos ainda não podíamos fazer o check-in. Por sugestão da recepção do hotel, fomos fazer um city-tour pela ilha, junto com a excursão. O city-tour custava 6 CUCs por pessoa, mas as entradas nos lugares.
O passeio começava por um projeto de conservação de tartarugas marinhas, parecido com o Tamar aqui do Brasil, só que em menores proporções.

Depois parava num bar típico, com uma pessoa vestida de pirata, um conjunto fazendo uma apresentação musical, e um casal ensinando a dança típica.

A seguir, íamos a um museu da ilha, onde uma guia dava algumas explicações de como era e funcionava a ilha e depois podíamos visitar as salas com algumas fotos antigas do lugar. É um lugar bem simples, com pouca coisa para ver.

Daí parava na Marina e podíamos caminhar no centrinho para conhecer.

De volta ao hotel, fizemos nosso check-in e fomos conhecer as dependências. O hotel era simples, mas bem agradável, com uma aparecia de vila. No fundo dava para uma praia, com mar azul transparente e um restaurante. Passamos a tarde por lá.

A noite teve uma apresentação de um show, que era feito pela primeira vez naquele hotel. São bem parecidos com os de Varadero, mas era a opção do dia. Diz que tinha uma danceteria no centro, mas não chegamos a ir.

Cuba – Varadero

Na segunda pela manhã, fomos para Varadero, uma estância turística de praia, a mais famosa de Cuba.


Essa parte estava inclusa no pacote, então pegamos um ônibus de viagem, as 9:30 hs no Habana Libre. A viagem de Havana até Varadero dura aproximadamente 2:30hs, com uma parada em Matanza, para provar o drink da região: a pina colada. Realmente esse foi a melhor pina colada que tomei em toda viagem, feita com coco e abacaxi fresquinhos, você pode ou não adicionar rum (2,65 CUCs).

Chegamos a Vardero  aproximadamente meio dia, e nosso check-in era só as 15 hs. Vá preparado com uma mochila com roupas de banho, assim você pode aproveitar a praia e a piscina antes de entrar no quarto. Nosso hotel era o Sol Palmeras, com sistema all-inclusive, como quase todos lá. Se você já foi para Cancun, esqueça, apesar de 5 estrelas e all-inclusive os hotéis de Cuba não tem um terço do luxo dos de Cancun. Os quartos são confortáveis, mas nem TV de LCD tem, exitem alguns restaurantes tipo buffet e 3 que fazem reservas para o jantar. Faça a reserva dos restaurantes assim que chegar, pois costuma ter só para os dias seguintes. Conseguimos vaga no Chinês e no Italiano, ambos com bom atendimento e boa comida. 

A noite o hotel oferecia atrações como música ao vivo no lobby, shows na área externa (um diferente a cada dia) e uma mini danceteria para os mais animados.

O hotel também contava com uma praia privativa, com um bar e uma grande piscina central. O mar é um azul lindo e a água bem morninha, uma delícia.
No primeiro dia aproveitamos as instalações do hotel, pois estávamos muito cansadas.

No segundo dia pegamos o Varadero Beachtur, que percorria a cidade parando nos pontos turísticos (5 CUCs), passamos pelo centro, visitamos a feira de artesanato local, caminhamos um pouco, andamos pela praia e voltamos para almoçar. 

Depois resolvemos ir para o outro lado do percurso, sentido marina, descemos na outra extremidade, mas não adiantou muito, pois toda a praia é fechada pelos hotéis, então fica difícil achar uma área não privativa. Para salvar o nosso passeio descemos no Delphinario, como já estava quase na hora de fechar (17hs) não havia mais shows, nem mergulho com os golfinhos, mas em compensação entramos sem pagar e conseguimos ver os golfinhos.

A noite fomos à Casa de La Musica de Varadero, no esquema das baladas locais, tinha uma banda tocando música latina ao vivo, principalmente salsa. Esse local é frequentado tanto por cubanos quanto por turistas, com preços diferenciados para cada um, claro. Os taxis em Varadero são bem mais caros que em Havana, pagamos numa corrida do nosso hotel até o centro 10,00 CUCs, e olha que era bem perto. Bebi o legítimo run cubano no gargalo da garrafa, oferecido pelo taxista. Dancei e curti muito nesta noite.


Varadero é uma cidade turística, portanto os turistas são a grande maioria, principalmente canadenses e argentinos. Cubanos só as pessoas que trabalham nos hotéis e no comercio da vila. Por isso é muito comum ouvir quando se está em Havana que Varadero é a Miami de Cuba. Apesar disso, em nada se parece, já que praticamente não há opções de compras por lá.
Por quase todos os hotéis serem all-inclusive em Varadero você não é tão abordado por cubanos atrás de seus cucs.
Na manhã de quinta saímos rumo a Cayo Largo, agora por conta própria.

Vídeo - Cuba


Cuba – Havana Parte III


No terceiro dia em Havana, resolvemos fazer um tour por nossa conta, naqueles ônibus de dois andares que rodam os pontos turísticos. Existem duas linhas, a que faz o Centro Histórico e a que atravessa para o lado das praias urbanas (T-3). Pegamos a T-3, porque já conhecíamos o centro. Essa linha passa por um túnel, por isso os ônibus são fechamos, como os de viagem. A passagem custa 5,00 CUCs, e você pode embarcar e desembarcar quantas vezes quiser durante o dia todo. A ideia é descer, visitar o ponto e pegar outro e assim por diante.

Nossa primeira parada foi no Fortaleza San Carlos de La Cabaña . Um dos maiores do mundo impressiona pela grandeza e pela beleza. Além disso estava acontecendo a 11ª Bienal de Arte em Havana, e com isso várias galerias do forte estavam sendo usadas para exposições de artistas locais, muito legal.
Da fortaleza se tem uma vista linda do centro histórico de Havana, do outro lado do mar. É possível ver vários pontos turísticos a partir de lá. Além disso há exposição de canhões, armas e munição.
Curiosidade: em frente a saída da Fortaleza encontrei o único bar que aceitava pesos cubanos, o que foi bom, porque um taxista tinha me dado de troco e eu não conseguia usa-lo em nenhum lugar.

Próximo a Fortaleza, numa boa caminhada a pé, se chega ao Museo Casa del Che, um lugar que muitos dizem ser sua moradia, mas fomos informadas pelo guia que se tratava de um escritório. Não conseguimos visitar, pois não abre aos domingos.

De lá saímos e pegamos o ônibus para nossa próxima parada, a Praia Tropicoco, segundo a informação de um local a melhor praia urbana de Cuba. Descemos em frente ao Hotel do mesmo nome e atravessamos para a praia. Como era um domingo, a praia estava lotada, com muitas famílias aproveitando o dia. O mar é bem azul e a areia branquinha, mas a praia é meio suja, as pessoas jogam tudo quanto é tipo de coisas na areia, para quem mora em São Paulo, é a Praia Grande dos cubanos.

Voltamos ao Centro Histórico para jantar, como era Dia das Mães, vários restaurantes tinham promoções especiais. Um prato, um mojito, duas cervejas e sobremesa por 10,00 CUCs.
Andamos mais muito tempo apreciando as belezas e curiosidades do centro, voltamos pra casa já noite, mortas de cansaço.